Há poucos dias celebrámos a boa notícia do nascimento do Deus Menino, o Deus da luz e da paz que tem o poder de dissipar todas as trevas no caminho da humanidade. Assim sendo, o Natal encheu-nos de tranquilidade e de paz. Este acontecimento histórico há mais de dois mil anos torna-se presente e actual em cada coração disposto a ir até Belém para poder acolher a Sua proposta da felicidade e da paz. Este nascimento deu-nos a esperança, esperança de que Deus sempre se preocupa connosco e com o nosso bem- estar. No entanto, um olhar para Ele ajudar-nos-ia com dicas concretas para viver uma vida feliz no próximo ano de 2019.

O Natal é acreditar que quando parece que todos nos abandonam, o Deus Menino do Presépio está connosco. Ao acolher o ano novo de 2019, desejamos que cada um sinta a alegria de receber a benção de irmão. Pois nisto consiste numa verdadeira fé cristã. A benção reforça a solidariedade, infunde confiança e esperança.

Caros Paroquianos e amigos, o novo ano traz consigo elementos missionários e chama-nos a sair para encararmos o mundo e mostrarmo-nos como instrumentos da paz e da reconcilição. Neste ano novo convido-vos a bem-dizer (bendizer) os vossos irmãos e as vossas irmãs para poderdes acolher como frutos a paz e a reconciliação. Bem-dizer apresenta-nos duas conotações; a primeira consiste em dizer a verdade sem tirar nada do que foi dito e, do outro lado, falar bem do outro. Também significa abençoar, louvar, glorificar, etc. Dizer bem do outro é exatamente estar disposto a acolher e a partilhar a vida com outros. É disponibilizar-se a perdoar sem reservas tal como fez o Pai misericordioso da parábola do Filho Pródigo (Lucas 15,11-12). Diz-nos São Francisco de Assis na sua oração da paz “É perdoando, que se é perdoado”. Este perdão não tem limite. Mas como falar da reconciliação num mundo como o nosso, onde o rancor e a vingança continuam a ganhar lugar nos corações? Certamente é uma grande e difícil tarefa. Melhor ainda seria dizer bem daquele que nos magoa e despreza. Reconciliação significa realizar um acordo entre duas partes rumo à unidade e entendimento. O mal não se derrota com o mal: de facto, por aí, em vez de vencermos o mal, somos por ele derrotados.

Diz-nos o nosso saudoso, São João Paulo II que paz é um bem a ser promovido com o bem: é um bem para as pessoas, as famílias, as nações da terra e toda a humanidade; mas um bem que deve ser conservado e cultivado mediante opções e obras de bem. Compreende-se assim a verdade profunda de outra afirmação de Paulo: «Não torneis a ninguém mal por mal» (Rm 12,17). O único modo de sair do círculo vicioso do mal pelo mal é acolher a palavra do Apóstolo: «Não te deixes vencer pelo mal, vence antes o mal com o bem» (Rm 12,21). (Mensagem do dia mundial da Paz, 2005).

Acredito firmemente que se iniciarmos e caminharmos no novo ano de 2019 a viver o bem-dizer, seremos felizes e ajudamos a construir um mundo de paz e uma sociedade fecunda com menos ódios, inveja, raiva e ansiedade. Procuramos neste ano novo, calçar as armas do amor para podermos vencer a batalha do ódio e do mal, caminhando assim ao encontro da paz e da reconciliação. Por isso, o quarto Evangelho (São João) fala-nos deste amor como o Próprio Deus; Deus é amor! O Amor deve ser para cada um de nós a lei fundamental que governa e regula as nossas relações humanas.

Acolhamos este ano novo com alegria e esperança no coração. Deixar o passado e abraçar o futuro com fé renovada, otimismo e reconciliação. Que este ano novo traga fortaleza, benção e muitas realizações. Fechámos mais um capítulo da nossa vida, se calhar não correu como desejávamos mas sem desanimar, olhamos para frente.

UM FELIZ E PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS, MEUS CAROS PAROQUIANOS, AMIGOS E TODOS OS QUE PROCURAM A PAZ NA VIDA.

O vosso filho e pároco,
P. Andrew Prince

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