A liturgia deste XVII domingo do Tempo Comum convida-nos a aceitar Cristo, Aquele que nos sacia da fome e da sede e nos leva à comunhão com Ele até ao Pai. O Evangelho de São João que meditamos neste domingo apresenta-nos o milagre da multiplicação dos pães. Jesus Cristo é o novo Eliseu que, da Sua generosidade e compaixão, satisfaz os anseios e preocupações da Humanidade. Ele dá-nos de comer da Sua Palavra e do Seu corpo e sangue em cada Eucaristia.

Podemos afirmar que a compaixão é o fundamento e o início de toda a boa obra. Jesus, compassivo e generoso, saciou a fome de cinco mil homens famintos. A compaixão leva-nos a amar, a ajudar, a procurar a salvação das várias situações desagradáveis que existem na sociedade atual. Sem a compaixão e a generosidade ficaríamos fechados, cada qual no seu círculo. A compaixão leva-nos a sair ao encontro dos outros. Como referiu o Santo Padre Francisco “o coração de Deus, o coração de Jesus comove-se, e vê, vê aquelas pessoas, e não pode ficar indiferente. O amor é inquieto. O amor não tolera a indiferença. O amor tem compaixão. Mas compaixão significa colocar o coração em risco; significa misericórdia. Jogar o próprio coração para os outros: isso é amor. O amor é colocar o coração em risco para os outros”.

Além disso, através deste milagre fazemos experiência com Deus, que supera todos os caminhos dos impossíveis na nossa vida. Com apenas cinco pães e dois peixes, saciou a fome de muitos. Como anunciou o Anjo a Maria, na passagem da anunciação, “a Deus nada é impossível” (Lucas 1, 37), devemos apenas confiar porque do nada Deus pode fazer surgir uma novidade na nossa vida.

O milagre da multiplicação dos pães vem-nos ensinar, também, a sermos solidários com quem sofre. À imagem do menino com cinco pães e dois peixes, somos chamados a partilhar tudo o que temos e possuímos, desde o nosso talento até ao nosso tempo. A experiência com Jesus faz-nos alcançar muitas graças, para as quais somos convidados a acolhê-las. Quem encontra Jesus fica saciado.

A multiplicação dos pães deve ser entendida como sinal que nos remete para uma realidade maior, que é a identidade de Jesus. Por isso, no Evangelho de São João, estes acontecimentos são chamados de sinais e não de milagres. Eles conduzem. Portanto, Jesus quer-nos convidar como povo de Deus ao encontro da Sua verdadeira imagem ou identidade. Ele é O Filho de Deus, é O Messias prometido. Ao multiplicar aqueles cinco pãezinhos de cevada e os dois peixes, Jesus Cristo pede que tenhamos fé. Por isso, espera dos doze um ato de fé e confiança. Se o Senhor está ao nosso lado, tudo podemos. Com Ele, meio pão é mais do que o bastante para saciar uma multidão faminta.

Pistas de Reflexão

  • Quantas vezes fiquei indiferente perante uma situação de miséria?
  • Será que confio no poder de Deus nas provações da minha vida?

Votos de uma excelente semana repleta de paz, saúde e alegria para todos vós caros amigos e paroquianos.

Desejo, também, a todos os avós muitas felicidades e longevidade.
Pe. Andrew Prince, C.S.Sp

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