O secretário de Estado do Vaticano disse hoje que a mensagem de Fátima contraria o “fatalismo do mundo” pela proposta de conversão e de um estilo de vida crente onde Maria “sobressai” como figura exemplar.

“A conversão a Deus é o princípio de toda a restauração da ordem humana. O Salvador do mundo, mesmo do mundo temporal, é só um: Jesus Cristo!”, afirmou D. Tarcisio Bertone na homilia da missa de encerramento da peregrinação internacional aniversária a Fátima de 12 e 13 de outubro.

O cardeal Bertone disse que “contra o fatalismo do mundo” Maria lembrou em Fátima que, na “ordenação e governo de tudo o que acontece, há um Coração infinito” e que “desde que Deus passou a ter um coração humano e deste modo orientou a liberdade do homem para o bem, para Deus, a liberdade para o mal deixou de ter a última palavra”

O secretário de Estado do Vaticano, que presidiu à última peregrinação internacional de 2013, afirmou que “só é possível esperar verdadeiramente na vitória sobre o mal e a morte, enfrentar a vida com coragem e determinação, se o rosto de Deus se deixar mostrar”.

Para o secretário de Estado do Vaticano, “a fé em Jesus Cristo reconstrói a pessoa humana” e “vale a pena confiar no Deus de ontem, de hoje e de sempre”, seguindo um estilo de vida crente.

“Entre essas figuras exemplares de crentes, sobressai Maria, a Virgem fiel”, afirmou.

Em Fátima, D. Tarcisio Bertone disse que a Igreja tem de dar um “forte testemunho de fé” por causa da “crescente secularização e indiferença religiosa”, contrariando ameaças de “fragilidades e riscos vários”, e o receio “de que a injustiça e a morte tenham a última palavra sobre a existência humana”

“ Aqui Ela Se manifesta bela como a aurora e forte como «um exército em ordem de batalha», pedindo que nos alistássemos nas suas fileiras para empreender o combate”, referiu.

O secretário de Estado do Vaticano recordou a Jornada Mariana, a decorrer no Vaticano, onde “os fiéis cristãos são chamados a renovar, pessoalmente, a sua própria consagração ao Coração Imaculado da Mãe da Igreja”, diante da imagem da Capelinha das Aparições.

“Não Lhe bastou ser admirada, invocada, venerada; Nossa Senhora quis que os corações dos indivíduos, dos povos e do mundo inteiro fossem «consagrados» e colocados sob a sua guia”, afirmou o cardeal Bertone.

Agência Ecclesia – http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=97323

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