Estamos a celebrar o quinto e último domingo da Quaresma, antes de entrarmos na Semana Santa. Continuamos a intensificar o nosso zelo e amor para celebrar as festas pascais embora este ano de um modo um pouco diferente devido à pandemia de COVID-19.

Contemplamos neste domingo o Evangelho Segundo São João que nos relata a ressurreição de Lázaro de Betânia, o amigo de Jesus. O tema fundamental do Evangelho de hoje é a vida e que Jesus é o Senhor da vida. A vida que foi restituída a Lázaro e que está ligada à amizade, ao amor fraterno, à compaixão, atitudes cristãs que estão presentes na glorificação de Deus, que é o destino dos homens e mulheres que crêem verdadeiramente. É o sétimo sinal que encontramos no livro dos sinais (o Evangelho segundo São João), por isso significa a plenitude de todos eles, realizado por Jesus no IV Evangelho. Os sinais apontam para a fé em Jesus Cristo. Assim sendo, estamos numa preparação que nos conduz com esperança à paixão, morte e a ressurreição do Nosso Senhor Jesus Cristo. A ressurreição de Lázaro prefigura a glória do Senhor e, ao mesmo tempo, sinaliza o objetivo de nossa caminhada quaresmal: deixarmo-nos reviver pelo Cristo, de modo a abandonar estruturas que matam e destroem.

A ressurreição de Lázaro mostra-nos a missão salvífica de Jesus. Ele veio para que tenhamos a vida e a tenhamos em abundância (João 10,10). Assim podemos ver neste relato da ressurreição de Lázaro um apelo muito forte a sair dos nossos túmulos; tudo que nos oprime para encontrar com Jesus que é Vida que chama por nós dizendo “vem para fora”. O pecado nos torna mortos e adormecidos na nossa fé. Apenas um grito de testemunha pode quebrar estas cadeias e de nos libertar. Depois de sair dos túmulos, Jesus ordenou “desatai-o e deixai-o andar. Se encontramos com Jesus, a vida e a ressurreição, não podemos ainda ficar amarrados, é preciso uma libertação espiritual e é Ele que nos purifica.

Além desta temática, o evangelho de hoje também nos convida a aprofundar a nossa fé na ressurreição dos mortos. “Acreditas nisso?”, perguntou Jesus a Marta. Ensina-nos que o último destino do homem não é a morte, mas a vida e a ressurreição. A morte não tem a última palavra na nossa vida, se acreditamos em Deus. Somos chamados a viver já nesta vida terrena, as alegrias da Vida Eterna que só Jesus oferece. Portanto, devemos sempre procurar a verdadeira vida que é Jesus. Acreditar na ressurreição é acreditar igualmente que fora de Jesus não há vida.

A fé e a oração produzem milagres. A nossa fé deve-nos ajudar a intensificar a nossa comunhão de diálogo com o Pai que está sempre pronto para nos socorrer em todos os momentos da nossa vida.

Que Deus nos abençoe e nos liberte de todos os males para podermos viver uma vida digna.

Pistas de Reflexão

  • O que é que me impede de sair do meu túmulo (pecado)?
  • Em família, procure fazer uma meditação sobre a seguinte frase: “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11,25ª).

Uma excelente semana para todos com menos pânico, mas com fé e esperança. Vamos vencer.
Pe. Andrew Prince

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